Série vertical · 10 episódios de 10 minutosEm desenvolvimento
EXISTE AMOR EM SP. Rafa tem 22 anos e mora na Cidade Tiradentes. Acaba de colocar todo o FGTS numa loja online de camisetas. Na noite em que comemora, conhece Marcos, 36 anos, que mora no Arouche, na Bento Freitas, rua de bares gays no centro de São Paulo. Os dois trocam contato.
Na volta, uma moto atinge Rafa, e a primeira mensagem de Marcos fica sem resposta. Marcos saiu há pouco de um relacionamento de nove anos e prometeu não se apegar. Mesmo assim, manda a segunda.
A partir dali, cada encontro obriga um dos dois a atravessar São Paulo de ponta a ponta. E toda travessia cobra um preço. Será que o amor dos dois consegue pagar?
A travessia
Metrô · trem · ônibus · terminal
Arouche1,5 kmPraça da SéCidade Tiradentes35 kmMetrô
Rafa
GRUMPY & SUNSHINE
Sunshine
Arquétipo
O sonhador que aposta tudo
Onde o Rafa mora
Barro Branco, Cidade Tiradentes, São Paulo, SP
Profissão
Passista e dono de loja no Instagram
22anos
Investiu todas as economias numa loja de camisetas onde estampa os próprios versos.
É o mais velho de quatro irmãos e mora no Barro Branco, a dois quarteirões da mãe. O quarto é pequeno e cabe tudo: moodboard na parede, revista empilhada, caixa de encomenda e a cadela Mel dormindo aos pés da cama.
Foi jovem aprendiz num atacarejo, efetivado e pediu demissão para apostar em si mesmo. Embala as camisetas no quarto, vende com desconto para amigo e confere o celular mais vezes do que deveria.
É passista. A quadra é comunidade, não hobby, e foi lá que ele aprendeu a sustentar o olhar de muita gente ao mesmo tempo. Todo mundo chama isso de confiança. Ele sabe que é técnica.
Passou a vida do lado de quem dá, para nunca estar do lado de quem deve. Por isso sabe oferecer tudo e tem muita dificuldade em receber.
Ep. 01 · ComemoraçãoEp. 06 · QuadraEp. 07 · Blue Space
Let Me ReceiveTema do Rafa
3:06
Marcos
GRUMPY & SUNSHINE
Grumpy
Arquétipo
O provedor ferido com skin cínica
Onde o Marcos mora
Largo do Arouche, São Paulo, SP
Em vermelho, a Rua Bento Freitas
Profissão
Diretor de arte em uma das maiores agências do país
36anos
Muito preto pros playboys, muito playboy pros pretos. O não-lugar é a ferida sob a couraça.
Tem 1,90 m e uma presença que chega antes dele na sala. Cresceu filho único numa família negra de classe média da Vila Mariana, estudou em colégio particular, cantou no coral da igreja e largou. O pai coleciona discos.
É diretor de arte e, em segundos, enxerga o que falta num lugar. Acaba de sair de nove anos de relacionamento e prometeu a si mesmo não se apegar. Mora no Arouche, num apartamento com tudo no lugar e espaço sobrando.
Gosta de controlar a situação e de deixar tudo organizado. Quando a conversa aprofunda, desvia com piada. E faz café da manhã para quem dorme lá, sempre.
Aprendeu que ser indispensável não é o mesmo que ser querido, e mesmo assim continua resolvendo tudo antes que alguém peça. A rabugice dele é economia de exposição.
Por que o afeto entre homens negros só chega à tela pela dor, e quase nunca pelo desejo?
A pergunta que origina a série
O mundo
Três territórios e uma travessia
Centro
Bento Freitas · Arouche · RepúblicaNoite
A rua aberta, com mesa na calçada até tarde e letreiro de neon em cada fachada. O vermelho e o azul batem no asfalto molhado e voltam para os rostos. É o território histórico da noite gay paulistana, a cidade que pulsa vinte e quatro horas e onde ninguém pergunta o nome.
De dia, o mesmo centro se abre: sol na Praça Roosevelt, o Minhocão fechado no domingo com gente deitada no asfalto, grafite em cor por toda parte. Aqui ficam o apartamento do Marcos, a agência e a boate.
Duas horas que costuram as duas pontas da cidade. É o único lugar da série que não é bonito, e é assim de propósito. A luz é branca, fluorescente e fria como corredor de farmácia, achata a pele e apaga a cor.
Do lado de fora da janela, a cidade passa borrada, do concreto do centro aos conjuntos da zona leste. Do lado de dentro, há fone no ouvido, mochila nas costas e celular aceso. O Rafa faz esse caminho todos os dias.
A Tira
Cidade Tiradentes · Barro BrancoZona leste
A 35 km da Praça da Sé fica o maior complexo de conjuntos habitacionais da América Latina, com mais de 194 mil moradores, e a série olha para ele de frente. O céu é limpo, o sol bate nos predinhos coloridos e o horizonte é de árvore.
A Rotatória concentra a vida do bairro, com farmácia, padaria, adega e barbearia. À noite, a quadra da escola de samba acende. É lugar de vida inteira, nunca cenário de falta.
Todo episódio tem dez minutos: trinta segundos de gancho, três atos de três minutos, com a explosão no fim do segundo, e trinta segundos finais que puxam o próximo.
01
Mensagem
10 min
GanchoO Rafa voa sobre o asfalto, aos pés do Edifício Itália.
Ato 1Na Tira, o Rafa põe a loja no ar e sai para comemorar.
Ato 2Na Bento Freitas, o Rafa puxa conversa com o Marcos. Os dois trocam contato.
Ato 3A caminho do metrô, o Rafa recebe a primeira mensagem do Marcos.
Gancho finalO Rafa sorri para a tela e atravessa sem olhar.
02
Quem escreve primeiro
10 min
GanchoNo pronto-socorro, o Rafa faz piada na maca.
Ato 1No Arouche, o Marcos vê a mensagem entregue e não lida.
Ato 2O Marcos escreve, apaga e manda a segunda mensagem. Na alta, o Rafa liga o celular trincado e responde.
Ato 3O Marcos lê a resposta e não consegue esconder o sorriso.
Gancho finalOs dois começam a conversar.
03
O que ficou lá
10 min
GanchoO Marcos acorda com a conversa da madrugada ainda aberta.
Ato 1Na agência, o Marcos derruba um filme já aprovado.
Ato 2O Marcos vai buscar as coisas no apartamento antigo. Encontra tudo embalado e uma luminária que não cabe em lugar nenhum.
Ato 3Sozinho no carro, o Marcos pega o celular.
Gancho finalO Marcos chama o Rafa para sair na sexta.
04
Controle
10 minImagem em produção
GanchoNa sexta, o Marcos chega antes e escolhe a mesa.
Ato 1Os dois travam entre o beijo na boca e o beijo no rosto.
Ato 2O Marcos conduz a noite e desvia de tudo com piada. Ele fala da própria ferida como se fosse de outra pessoa.
Ato 3Depois do sexo, o Rafa se veste para ir embora.
Gancho finalNo balcão, o Marcos diz uma frase que não estava no plano.
05
Combinado
10 minImagem em produção
GanchoO Rafa manda um áudio de madrugada.
Ato 1Os dois criam uma rotina de mensagens e uma expressão só deles.
Ato 2Uma camiseta do Rafa viraliza. Tudo dá certo ao mesmo tempo.
Ato 3Na vendinha do terminal, a Cida tira A Torre e não sabe o que vai cair.
Gancho finalO Rafa chama o Marcos para a quadra, e ele aceita.
06
O outro lado
10 min
GanchoO Marcos entra no metrô no sentido contrário.
Ato 1O Marcos atravessa a cidade até a Tira.
Ato 2Na quadra, o Marcos erra o cumprimento e não acompanha o samba. Ele ganha o apelido de “doutor”.
Ato 3Oferecem a cadeira três vezes, e o Marcos responde “tô bem” três vezes.
Gancho finalO Marcos volta para casa calado.
07
A solução
10 min
GanchoEm casa, na varanda gourmet que vira escritório, o Marcos abre a marca do Rafa no computador.
Ato 1O Marcos redesenha a identidade e a campanha da loja.
Ato 2O Rafa vê o trabalho, se encanta e aceita. A frase de quebrada da camiseta vira um slogan limpo.
Ato 3A caminho da sessão de fotos, o Rafa entra numa boate e assiste ao ensaio das drags.
Gancho finalO Rafa fica sozinho na plateia vazia, fascinado.
08
O preço
10 min
Escaleta guardada até a estreia
09
A noite que não acontece
10 min
Escaleta guardada até a estreia
10
Quem atravessa
10 min
Escaleta guardada até a estreia
Arquivo
Histórias do universo da série
A Tira não é cenário de falta
MundoCidade Tiradentes
As camisetas do Rafa existem de verdade
PersonagensModa
O não-lugar do Marcos
PersonagensMarcos
Como nasce um personagem de IA, com ator de verdade
BastidorVlog
O público que transformou um gênero asiático em fenômeno no Brasil
Aldine Paiva começou no teatro em 1992, aos catorze anos, e assinou o figurino de peças ao longo de toda aquela década, de Hair a O Rei Leão, levando o prêmio de melhor cenografia no 16º FETESP.
Assinou o figurino e a assessoria de arte do longa Cama de Gato, de Alexandre Stockler, e deu aula de teatro na unidade Tatuapé da FEBEM, contratado pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Foi sócio da produtora cultural Paçoca, A Casa de Idéias, onde assinou o roteiro, a direção de arte e o figurino do curta Sexo e a Metrópole, dirigido por Fred Avellar em 2004 e disponível no Porta Curtas até hoje.
É jornalista, com mestrado em Moda, Arte e Cultura pelo Centro Universitário Senac, com pesquisa em moda masculina, e construiu carreira no jornalismo de moda como editor da L'Officiel Brasil e da revista A, além de ter lecionado figurino, produção de moda e visual merchandising.
Há sete anos atua na creator economy, com mais de R$ 12 milhões negociados em campanhas.
Existe Amor em SP é a retomada, vinte e dois anos depois, do curta que ele escreveu na estreia. O projeto fez parte do Radar DiALAB.
Produção executiva
Fred Avellar
Ler o mini currículo
Fred Avellar é um dos principais nomes do marketing cinematográfico no Brasil, com mais de 20 anos lançando cinema brasileiro, entre distribuição, marketing e produção executiva. Formado em Comunicação Social com especialização em Cinema pela FAAP, começou no Circuito Espaço de Cinema.
Conduziu as campanhas de lançamento de O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger, Chega de Saudade, de Laís Bodanzky, Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, As Melhores Coisas do Mundo e O Magnata, de Johnny Araújo, entre outros.
Passou pela The Walt Disney Company Brasil como supervisor de marketing theatrical e pela Fox Film, foi produtor sênior na RG Produções e produtor executivo na Spray Filmes, e assinou a produção executiva de Desprogramado, série de treze episódios exibida pelo Multishow. Hoje atua em marketing e distribuição de cinema.
Dirigiu o curta Sexo e a Metrópole em 2004, cujo roteiro assina ao lado de Aldine Paiva e Ariadne Nascimento, e foi sócio de Aldine na produtora Paçoca, A Casa de Idéias.